quarta-feira, 21 de maio de 2008


Vitrine é arma para vender maisConsultores destacam que varejistas precisam apostar nas vitrines e na comunicação visual para ganhar clientes e maior competitividade
Muitos pequenos comerciantes ainda não perceberam mas, na hora de conquistar o cliente e fazê-lo entrar na loja, beleza, coerência e atualidade das vitrines são fundamentais. Especialistas em comunicação visual no varejo estimam que uma vitrine bem feita pode ser responsável por uma fatia entre 30% e 40% das vendas.
"A vitrine é o cartão de visitas da loja. Se não encantar o consumidor, ele provavelmente não entrará e o comerciante perde a oportunidade de venda, sobretudo na chamada compra por impulso", destaca a analista de orientação empresarial do Sebrae-SP, Néia França.
A professora de vitrinismo do Senac-SP, Fátima Lourenço, afirma que os donos de pequenas lojas no Brasil ainda encaram a questão de forma equivocada. "A maioria não vê a contratação de um profissional especializado em vitrine como investimento, mas como custo, já que se costuma fazer o trabalho de maneira intuitiva, recorrendo a um gerente ou vendedor que tenha 'jeitinho' para organizar o espaço, a custo zero", ressalta. "Se investissem num projeto, com coerência técnica e integrado com o resto do visual da loja, esses comerciantes perceberiam o quanto a relação custo X benefício é vantajosa, em termos de resultados sobre as vendas".
A professora lembra ainda que o investimento também não costuma ser pesado como o lojista imagina. "É claro que os projetos e os preços variam muito, não há uma tabela de preços nesse segmento. Mas para uma pequena loja, num bairro de classe média, é possível contratar um projeto e execução de vitrine básico por R$ 250 a R$ 300, já incluindo o material, que o profissional geralmente retira depois do tempo de exposição pré-combinado com o lojista", explica Fátima.
Para o comerciante que não abre mão de fazer o trabalho, o Sebrae-SP e o Senac-SP têm cursos, oficinas e palestras sobre o tema. "Sempre valerá a pena o lojista buscar capacitação, até para aprender a valorizar a vitrine. Mas para executar ou orientar o trabalho, ele precisará ter um mínimo de habilidade, o que infelizmente nem todo mundo tem", alerta a professora.
Concorrência
Para o diretor da RCS Consultoria, Raul Correia da Silva, o lojista deve ter claro que a vitrine, aliada a uma boa comunicação visual, é uma poderosa ferramenta de marketing direto e pode fazer a diferença frente à concorrência. "A importância de saber como apresentar bem seu produto ao cliente é ainda maior para as pequenas empresas. Isso porque, na maioria das vezes, elas não terão a mesma possibilidade das grandes redes varejistas de investir em outras formas mais caras de marketing, como propaganda", ressalta. "O lojista deve apostar nessa ferramenta para alavancar suas vendas e, sempre que possível, buscar informações e capacitação na área", orienta.
Há 19 anos fazendo projetos e execução de vitrines, principalmente para pequenas empresas, o paulista Sérgio Ricardo Silva diz que as lojas de shopping centers costumam ter maior consciência da necessidade de investir na comunicação visual.
"Acho que isso acontece até porque elas têm de enfrentar uma concorrência muito forte dos lojistas vizinhos; se não tiverem muito profissionalismo, não conseguem se manter", analisa.
Já nas lojas de rua, principalmente nos bairros mais periféricos, Silva conta que ainda é comum um certo descaso. "Muitos lojistas não renovam constantemente suas vitrines, não têm um trabalho visual mais cuidadoso. Há também casos de erros básicos, como montar a vitrine voltada para o contrafluxo da rua, o que faz com que muito menos gente veja o que a loja está querendo mostrar e vender". Ele dá outra dica aos varejistas. "Muitas vezes os fornecedores do comércio têm interesse em contratar serviços de um vitrinista para as pequenas lojas, para garantir a melhor exposição de seus produtos. Vale a pena o comerciante tentar esse tipo de parceria com o fornecedor.




10 maneiras de trabalhar com moda

moda
Nem só de desfile e glamour vive o mundinho fashion. Há muitas profissões incríveis em que você pode investir. Conheça!
Texto: Andressa Ferrer Foto: Nino Andrés
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Mellina tem 21 anos e acaba de lançar sua marca de roupas


1. Gerente de marketing - Cuida da marca
Ele é o responsável pela imagem de uma marca. Quer dizer que, se o gerente de marketing acreditar que rock’n’roll é o que pega as meninas, toda a marca vai trabalhar para ter uma imagem bem roquinho. Pra chegar a essa conclusão, ele deve estudar o consumidor que pretende atingir, analisar o mercado e, então, definir todas as estratégias de venda e comunicação com esse público.

Como chegar lá: para trabalhar nessa função, vale fazer faculdade de marketing, administração ou negócios da moda. Se quiser ter destaque e complementar a formação, é legal investir em alguns outros cursos, como o de gestão em moda.


2. Modelista - Constrói a roupa

Ele transforma os desenhos do estilista em peças prontas. Assim que termina a criação, o modelista define os materiais que serão utilizados e constrói a primera peça (também chamada de piloto) no papel ou num programa de computador. Depois da aprovação, ele adapta os moldes às mais variadas numerações. Apesar de esse trabalho parecer menos glamouroso, o salário do modelista é geralmente maior que o do estilista.

Como chegar lá: a faculdade, nesse caso, é de modelagem. Mas também existem cursos livres.


3. Fotógrafo - Retrara a moda
Ser fotógrafo de moda não se resume apenas em clicar modelos. Precisa de conhecimento técnico, como iluminação, composição de imagem, técnicas de trabalho corporal e um bom diálogo com o modelo e com o cliente – é muito importante haver química entre todos os integrantes da equipe. O fotógrafo precisa estar sempre atualizado. Faz parte do trabalho ver livros, revistas e sites de moda, além de aprender a mexer no Photoshop.

Como chegar lá: já existe curso superior de fotografia. Outro jeito de começar é virar assistente de um fotógrafo de moda bem experiente – quase sempre sem remuneração nenhuma. Ainda existem cursos livres e técnicos.


4. Comprador - Faz as pesquisas e as compras
Parece o trabalho dos sonhos (imagina passar o dia fazendo compras!), mas um comprador é mais do que isso: ele escolhe e adquire o tecido mais legal para a nova coleção, a T-shirt que a multimarca deve vender e o zíper ideal para o jeans. Pra isso, visita fornecedores e feiras de moda – sempre de olho nas novidades e no público da marca, claro.

Como chegar lá: depois da faculdade de moda, precisa se especializar em negócios. Se fez administração, deve fazer um curso de comprador.


5. Estilista - cria as coleções
Quando falamos de estilista, pensamos num mundo de glamour e possibilidade de criar peças inusitadas, certo? Errado. Antes de criar, o estilista rala muito. Define um tema para a coleção, faz pesquisas de formas, cores e materiais que serão usados e aprova a peça piloto. “Eu usaria minha coleção toda. Mas será que os outros também?”, questiona a estilista Mellina Nunes, 21 anos. Estar antenado com os desejos do seu público é fundamental para ter sucesso.

Como chegar lá: é importante fazer curso superior em moda e buscar cursos de aperfeiçoamento após a graduação.


6. Stylist e produtor de moda
Juntos, produzem desfiles, campanhas e editoriais de moda

O stylist é quem dá a cara da coleção. Por exemplo: a blusa que o estilista criou pode ser usada de muitos jeitos. Ele define qual é a maneira que tem mais a ver com a marca e com a coleção. Isso vale para desfiles, campanhas e editoriais de moda. Já o produtor realiza as idéias do stylist. Ele corre atrás das peças e de tudo que é necessário pra deixar o resultado incrível. Fica responsável pelos objetos emprestados e deve ter boas relações com as marcas.

Como chega lá: a faculdade de moda ajuda, mas você pode até começar antes. Tem que estudar muito a história da moda e da arte.


7. Jornalista de moda - Opina e informa

Ele pode escrever sobre tudo que tem relação com a área: produção de tecidos, desfiles, aspectos econômicos. Precisa estar por dentro de tudo que está acontecendo pelo mundo e saber das tendências atuais, além de ter uma ampla bagagem sobre o que já foi tendência no passado para poder opinar e criticar. Pode trabalhar em jornal, revista e site, num programa de televisão ou como assessor de imprensa.

Como chegar lá: tem que fazer faculdade de jornalismo. Depois, pode especializar-se em cursos livres, faculdade e mesmo pósgraduação em moda.


8. Consultor de imagem - Ensina a vestir
Sabe aquela sensação de “nada fica bem em mim!”? O consultor de imagem é um tipo de “gurú” que surgiu para acabar com esse problema. Ele lida com todos os aspectos da imagem pessoal: tipo físico, cores, imagem profissional, etiqueta e linguagem corporal. Além de orientar, também ajuda o cliente a descobrir seu próprio estilo e ter mais auto-estima.

Como chegar lá: como não existe curso superior, os cursos livres de consultoria de imagem e análise de cores oferecem a formação básica para começar a trabalhar nesse mercado.


9. Figurinista - Veste famosos e personagens
Ele cria os looks que definem o estilo de um personagem ou de um apresentador, por exemplo. Atua em publicidade, cinema, teatro, novela e programas de tevê. Andréia Tuyama, 22 anos, é assistente de figurino e trabalha com os 21 VJs da MTV. Para montar as produções, faz muita pesquisa. “Gosto de ler blogs e sites sobre o assunto. Vejo muitas revistas de moda, nacionais e internacionais. Elas são os meus livros”, comenta.

Como chegar lá: o ideal é fazer faculdade de moda. Também é importante estudar história da moda, entender sobre consultoria de imagem e procurar cursos livres para se especializar em figurino.


10. Engenheiro têxtil - Cria e desenvolve os tecidos
Estampas lindas e tecidos que não amassam causam empolgação nos desfiles. Poucos sabem que antes do trabalho do estilista vem o do engenheiro têxtil. Sim, existe engenharia no mundo da moda. Esse profissional participa do processo de produção do tecido, desde o desenvolvimento do fio até o tingimento e acabamento. Ainda atua em engenharia industrial, manutenção, produção e controle de qualidade. Tatiana Bono, 23 anos, analisa tecidos que chegam para o corte. Faz testes de encolhimento, lavagem e gramatura. Ela caiu nesse mundo por acaso. Começou na empresa como telefonista e ganhou uma chance de mudar de área. “Estou adorando. Quero prestar vestibular para engenharia.”

Como chegar lá: precisa fazer faculdade de engenharia têxtil. Também existem cursos técnicos na área